Trem Felipe Ángeles
O Trem Felipe Ángeles consolida-se como um dos mais estratégicos projetos de transporte ferroviário em operação no México. Sob esta denominação oficial, o Governo mexicano unificou a rede que conectará a Cidade do México ao estado de Hidalgo, integrando o Aeroporto Internacional Felipe Ángeles (AIFA).
O projeto estrutura-se em três fases: a linha original entre Buenavista e Cuautitlán, com 27 quilômetros em operação desde 2008; o ramal Lechería–AIFA, inaugurado em 2026 com 28 quilômetros de novas vias; e o trecho entre o AIFA e a cidade de Pachuca, que acrescentará 57 quilômetros adicionais à rede.
A seção original Buenavista–Cuautitlán, que já conta com um sistema TETRA implantado pela Teltronic, representa uma operação de alta exigência. Entre 140 mil e 160 mil pessoas utilizam diariamente o trem, o que corresponde a mais de 70 milhões de passageiros por ano. O sistema opera por quase 20 horas ininterruptas, com intervalos entre trens de 6 a 15 minutos. Em um cenário de tamanha intensidade, a infraestrutura de comunicações precisa garantir disponibilidade contínua.
O percurso atravessa perfis urbanos distintos, combinando trechos em superfície, estruturas elevadas e zonas de transição entre a área central da Cidade do México e o tecido urbano mais disperso do Estado. Cada segmento apresenta condições eletromagnéticas diferentes e exige cobertura estável em situações operacionais variadas.
A expansão para o ramal AIFA elevou essa complexidade. O percurso atravessa municípios como Tultitlán, Tultepec, Nextlalpan e Zumpango, com estimativa de atender até 80 mil passageiros por dia. Grande parte desses usuários utiliza o sistema para conexões cotidianas com a rede de transporte metropolitano, além do acesso ao Aeroporto Internacional Felipe Ángeles.
A incorporação de dez novos trens ao serviço exigiu que toda a frota adicional fosse integrada à mesma plataforma de comunicações já em uso na linha original. Essa unificação garante a continuidade total da cobertura no ponto estratégico de bifurcação em Lechería, permitindo que todos os trens operem sobre a mesma infraestrutura de missão crítica.
